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A Bailarina Mangova e o Uniforme do Soldado

A BAILARINA MANGOVA E O UNIFORME DO SOLDADO
Resumo do episódio inédito exibido no dia 18/11/2006


Fotos: Alma Negra

            PRIMEIRO BLOCO - Na redação, um jornalista (Carlos Villagrán) recebe, por telefone, uma ordem do diretor. Carlos se desespera e diz que nunca ninguém conseguiu fazer o que ele pede. O diretor ameaça tirar o seu emprego. Carlos desliga o telefone e, preocupado e com um cigarro na boca, invoca Chapolin. O herói aparece em cima de uma estante de arquivos. Carlos diz que tem uma missão para Chapolin: trabalho. O herói diz "adeus" e se dirige à porta de saída. Carlos puxa Chapolin e diz que a missão é fácil e que qualquer tonto pode fazer. Chapolin pede que ele faça.


Mal o episódio começa, e Chapolin já recebe o pedido de socorro

            Carlos pergunta se Chapolin conhece Mangova, a famosa bailarina russa. Chapolin: "Ah, a bailarina Mangova??? Não!". Carlos lembra que viu Mangova executar "a morte do cisne". Chapolin pergunta se ela tinha licença de caça. Carlos se recorda que ela nunca permitiu que se tirassem fotografias dela. Chapolin deduz que Mangova seja medonha e pobre e Carlos diz que, pelo contrário, é bonita e que não se deixa fotografar por caprichos de artista. Chapolin pergunta qual é o problema do jornalista e Carlos responde que ele precisa tirar fotos da bailarina Mangova e que, se não fizer, perderá o emprego. Chapolin não vê nenhum problema, mas Carlos avisa que ela logo suspeitaria de que ele é um jornalista e quem tem que executar a missão é alguém que não suspeite. E de preferência, um herói com fama mundial. Chapolin se gaba e pergunta se Carlos tem uma câmera. O jornalista logo entrega a Chapolin uma câmera bem pequena (do tamanho das digitais de hoje, porém analógica, já que, na época, as câmeras digitais praticamente não existiam). O herói pergunta se a câmera encolheu. Carlos diz que aquele tipo de câmera foi utilizada na Segunda Guerra Mundial, e o tamanho da foto é pequenininho, mas que depois é ampliado. Carlos, empolgado ao fazer o sinal com os braços de que a foto pode ser ampliada, acaba acertando o rosto de Chapolin. O herói tenta devolver o safanão, mas acerta a parede, já que Carlos acaba dando alguns passos para a esquerda.


Eis a avó das atuais microcâmeras digitais

            O jornalista diz que o importante é Mangova não suspeitar de que Chapolin traz consigo uma câmera, sob pena de acontecer o mesmo com o fotógrafo que foi fazer uma foto dela há um ano: até hoje não saiu do hospital. Chapolin desiste da missão, e Carlos avisa que Mangova tem um guarda-costas. O jornalista deixa claro que Chapolin não deve morrer de medo só porque ele tem dois metros e pratica caratê o dia todo. Chapolin ironiza colocando que só tem medo dos baixinhos que fazem exercícios de gramática. Carlos se prepara para sair com Chapolin, dizendo que ele pode ser um amigo que o apresentará à bailarina, além de distraí-la para que o herói possa tirar a foto. Chapolin diz "eu acho" e Carlos o puxa rumo à missão. No teatro, um homem sai de maca enquanto Mangova (Florinda Meza) termina seu show. O guarda-costas Ivan (Rubén Aguirre), truculento e de óculos escuros, avisa que o surpreendeu tirando fotos suas enquanto ela dançava, e mostra a câmera fotográfica usada. Ela fica aliviada, enquanto o brutamontes amassa a câmera e a atira longe.


Ai de quem tentar tirar uma foto da bailarina Mangova: o guarda-costas Ivan manda direto pra padiola (quer dizer, hospital)

            Mangova entra em seu camarim e se surpreende com a presença do jornalista, que se diz seu admirador. Ela logo chama Ivan, mas Carlos diz que tem uma grande personalidade para lhe apresentar. Mangova logo se empolga e Carlos diz que é o Chapolin Colorado, o herói aparece e mal consegue completar seu "não contavam com minha astúcia": já é puxado e arremessado pra fora pelo guarda-costas. Ivan dá uma surra em Carlos e o joga porta afora. Chapolin: "Se aproveitam de minha nobreza".


O jornalista Carlos e Chapolin são mal recebidos pelo guarda-costas

            Depois, dentro do camarim, Ivan trata dos ferimentos de Carlos e deixa claro que ele é um jornalista. Mangova diz que está comprovado de que ele está sem câmera. Chapolin nega que tenha uma também, mas Mangova, ainda assim, o revista. Chapolin sente cócegas. Mangova diz que é questão de segurança, e Chapolin se recorda de alguns ditados: "Mais vale prevenir que dois voando", "Mais vale um pássaro na mão que remediar", "Eu me sinto voando como se fosse um pássaro... e mais vale prevenir, mas nem sempre dá pra remediar... mas dá pra voar". Mangova dispensa Ivan, já que Chapolin e Carlos não trazem câmera, e deseja saber o motivo da visita. Carlos diz que Vermelhinho lhe trouxe um presente. Mangova se empolga e Carlos diz que é um presente-surpresa e que ela tem que fechar os olhos. Ela obedece.


Chapolin deseja que Mangova saia bonita na foto

            Carlos pede para que Chapolin pegue a micro-câmera, que está dentro de uma gaveta da cômoda. Chapolin ajeita a cabeça de Mangova, penteia seu cabelo, e se prepara para bater a foto, enquanto Carlos fica apreensivo. Polegar pergunta onde que se clica para bater a foto. Carlos explica e aproveita para ajustar o foco da câmera. Mangova, ainda de olhos fechados, fica cada vez mais na expectativa. Chapolin está pronto para bater a foto, quando o guarda-costas Ivan retorna ao camarim e cutuca Chapolin, que pede para que ele espere um pouquinho. Ivan ordena que Chapolin lhe entregue a microcâmera. Mangova se apavora.


Que flagra, que flagra, que flagraaaaaa...

            O herói avisa que o presente é a câmera. Mangova e Ivan fitam o herói de maneira séria, enquanto Chapolin desconversa. O herói entrega a microcâmera pra Mangova, que a repassa para Ivan, que a mastiga e engole. Chapolin fica pasmo com a cena.


Ivan engole a câmera

            O guarda-costas e o jornalista se retiram do camarim. Chapolin está para sair também, mas prefere ficar admirando os passos de Mangova, que resolve ensaiar sua dança. Ela estranha que Vermelhinho ainda esteja no camarim, e ele lhe pergunta o motivo por não deixarem lhe fotografar. Enquanto os dois dialogam, Mangova ensaia e Chapolin tenta acompanhar, de maneira tosca. Chapolin se empolga e começa a dançar balé sozinho, inclusive flutuando no ar (nem precisa dizer que o chroma-key de imagens está presente) e em câmera lenta, proporcionando uma cena engraçadíssima. Mangova se espanta com o que vê e diz que o próprio Chapolin é o único obstáculo se ele mesmo quiser ser bailarino.


Seqüência da hilariante canja de Chapolin como bailarino (só faltou a mão transplantada do outro episódio)

            Chapolin retorna ao assunto e pergunta o que pode acontecer se lhe tirarem uma fotografia sua. Mangova resolve contar uma história sobre o ocorrido em um quartel militar. O cenário passa a ser o escritório do general (Ramón Valdez), enquanto o sargento Chori (Rubén Aguirre) se apresenta apenas com as roupas de baixo, para a indignação do general.


A história contada por Mangova se passa num quartel

            Exatamente nesta cena que se inicia o episódio extra do DVD número 3 de Chespirito, entitulado "O Uniforme do Soldado". FIM DO PRIMEIRO BLOCO

            SEGUNDO BLOCO - Ramón pergunta como que ele se atreve a se apresentar de trajes menores. Chori conta que estava tomando banho no rio, quando roubaram o seu uniforme, e ele não sabe quem foi. Ramón diz que somente um retardado mental se deixa roubar sua roupa e lhe dá cinco minutos para que Chori descubra quem roubou seu uniforme.


O general se enfurece com a apresentação de Chori naquele estado

            No momento em que Chori fica preocupado, o soldado Chespirito se apresenta com a roupa de Chori, evidentemente inadequada para seu pequeno tamanho. Chespirito vê Chori em trajes menores e diz que sempre confunde a porta do banheiro com a porta do escritório. Chori ordena que o baixinho tire o uniforme, alegando que é dele, e Chespirito percebe porque ele ficou grande demais e relembra o que o general disse, que só os retardados mentais têm seus uniformes roubados. Chespirito, enquanto tira o uniforme, conta que também estava nadando no rio e que teve seu uniforme roubado, aí pegou o de Chori. O sargento lhe questiona se ele não sabia que o outro uniforme tinha dono e que ele também poderia estar nadando no rio. Chespirito pensou que fosse de um idiota. Chori se irrita e Chespirito coloca as mesmas razões, de que quem roubou o seu também poderia estar ciente de que tinha dono. Chespirito suspeita que foi Chori quem o roubou. Chori pergunta como le ficaria na roupa de Chespirito. "Como um dinossauro de biquíni", devolve o baixinho.


Soldado Chespirito e seu avantajado porte físico

            Chespirito fica só de ceroulas e fica aliviado porque já passou o concurso de Miss Universo. O baixinho pede que Chori descubra quem roubou o uniforme, indignando o sargento. Quando Chespirito sai pela porta dos fundos, na da frente entra Florinda, vestida com o uniforme do soldado. Chori deseja saber o que ela faz com o uniforme e Florinda explica que roubou-o para entrar no quartel. Chori coloca que o uniforme é de Chespirito e ela diz que Chespirito deve ser esbelto porque ficou ótimo nela. Chori corrige que ele é um anão.


Florinda se disfarça de soldado a fim de fotografar o general

            Florinda explica que está disfarçada para tirar uma foto do general para uma reportagem que está fazendo. Chori explica que Ramón detesta ser fotografado. Ela diz que ninguém resiste ao encanto feminino. Chori prefere não se envolver no caso. Florinda pede que Chori lhe mostre a cara do homem e o sargento responde que ele estará, naturalmente, vestido com a roupa do general.


Olha a prosa de Chespirito...

            Eis que Chespirito sai do vestiário com o uniforme do general, com toda a pose, de nariz empinado e cigarro na boca. FIM DO SEGUNDO BLOCO

            TERCEIRO BLOCO - Com o uniforme do general, Chespirito deixa o local, enquanto Ramón sai do vestiário em trajes menores.


Mais um que teve seu uniforme roubado

            Ele entra em seu escritório e Florinda se surpreende ao vê-lo daquela maneira. Ramón pensa que ela é um soldado e conta que lhe roubaram o uniforme. Ele pergunta pelo sargento Chori e Florinda, com a cabeça baixa e sem se identificar, aponta para a porta dos fundos. Ramón deixa a sala, no momento em que entra o soldado Chespirito com o uniforme do general. Florinda logo se insinua para o soldado, pensando que ele é o general. Florinda seduz Chespirito, que estranha o fato de um soldado lhe dar em cima. Ela avisa que o sargento Chori é seu amigo íntimo e Chespirito se espanta. Ele deixa a sala, e ela pede para fazer uma foto. Chespirito dá de cara na porta, enquanto ela clica. Ele vai embora e Florinda festeja.


Florinda canta Chespirito pensando que este é o general

            Chori aparece e Florinda lhe diz que tirou várias fotos do general. Chori lhe toma a câmera, colocando que o general pode pensar que ele está envolvido. Florinda pede com carinho para que Chori devolva a câmera, mas este permanece decidido em não entregá-la. Chespirito volta ao escritório e vê Florinda abraçada a Chori. Ele pensa que o soldado está cantando o sargento e fica novamente pasmo. Ela trata com carinho o sargento, mas ele não devolve a câmera. Ela se enfurece e diz que nunca mais falará com Chori, e deixa o escritório.


Chespirito não está como o Dr. Chapatin, mas também sente "coisas"

            Chori vê Chespirito com o uniforme do general e tenta tocá-lo, mas Chespirito pede para que ele não chegue perto, colocando que o viu conversando com o "soldadinho". Chori explica que é uma garota que está vestida como soldado e usando o de Chespirito, que pergunta se ela é bonita. Chori diz que ela é linda. Chespirito vai atrás dela pela porta dos fundos, e Chori o acompanha, deixando claro que ela é sua namorada. Pela porta da frente, Florinda aparece vestida como mulher e pega sua câmera, colocada em cima da mesa do escritório. Ramón, com o uniforme do soldado, aparece e se surpreende ao ver Florinda.


Florinda, já vestida como mulher, ignora o general com o uniforme do soldado

            Ela, pensando que o general é um soldado, não lhe dá confiança e diz que já devolveu o seu uniforme. O general avisa que só está como soldado porque roubaram o seu. Florinda não escuta o que Ramón diz e resolve ir atrás do general, achando que ele é Chespirito, que aparece, ainda fardado como general. Ele vê Ramón vestido de soldado de costas e pensa que é Florinda.


Ai, chuchu!

            Chespirito joga todo o seu charme para Ramón e lhe toma nos braços, querendo um beijinho. Chespirito se assusta ao ver a cara de Ramón, enquanto Florinda aparece, da porta dos fundos, e tira uma foto dos dois abraçados.


Florinda consegue a foto perfeita

            A imagem volta para a bailarina Mangova, que explica porque é incoveniente que se deixem tirar certas fotografias. Chapolin completa que tem gente que faz negócios com certas fotos.


"Fotos da Mangova por 50 mangos"

            Do lado de fora do camarim, o guarda-costas Ivan aparece com várias fotos de Mangova e comunica ao jornalista Carlos que elas estão á venda por 50 mangos. Carlos fica espantado. FIM DO EPISÓDIO